Ontem eu fui palestrante do Evento PROMARK, na UNIP. Um evento sobre propaganda e marketing voltada para os alunos do 1 a 4 semestre.
E, antes da minha palestra foi a do Bruno Carvalho, diretor da AMZ publicidade, que tive o prazer de assistir.
Antes de ser diretor da AMZ bruno trabalhava no parque da Disney, como “faz tudo”. E, entre as várias questões organizacionais e de logística que ele comentou, uma me chamou muito a atenção:
As crianças nunca estão perdidas na Disney, mas os pais delas não têm a mesma sorte:
Quando uma criança está perdida, olhamos pra ela e dizemos: você está perdida? Onde estão os seus pais?
Essa pergunta faz com que a criança perceba que algo está errado e ela começa a chorar.
Mas ninguém pode chorar na Disney.
A criança é uma pessoa inteligente, e ela sabe onde ela está.
O procedimento correto de abordagem de uma criança na Disney é:
O funcionário se agacha para que seus olhos fiquem na altura dos olhos da criança, e depois diz:
-Oi, meu nome é Bruno. Nós dois estamos na Disneylândia. Você está na frente do brinquedo “piratas do caribe”. Você não está perdido. Eu e você sabemos onde você está! Mas os seus pais se perderam! A gente vai ter que achá-los. Vamos procurar juntos?
Com o consentimento da criança o funcionário fica andando com ela. Mas em círculos em volta do brinquedo mais próximo! A criança não pode sair do lugar onde ela estava, pois aquele lugar pode ser o primeiro lugar onde seus pais voltarão. Enquanto isso outra pessoa procura pelos pais.
O que isso tem a ver com Computação Gráfica?
Pra mim, tudo. Principalmente porque essa idéia quebrou muitos conceitos meus. Às vezes estamos tão acostumados com um padrão de procedimento que achamos que aquela “dor” gerada é parte insubstituível do processo.
“Uma criança perdida, chora”. Admitimos como fato e não fazemos nada pra mudar.
Comecei a pensar em quantas coisas “doloridas” eu tenho no meu processo de trabalho, e comecei a rever essas dores e dizer pra mim mesmo: Elas não são necessárias, deve haver uma saída.
Um exemplo que aconteceu comigo, e que consigo fazer um paralelo:
até meus 25 anos sempre fui acostumado a desenhar em papel branco. E isso significa que para fazer um volume eu tinha que pintar de preto para criar a sombra.
Em 2004 comecei meus estudos em artes clássicas. Aprendi que poderia usar um papel cinza e a tinta branca pra desenhar a luz, e que quando se fazia isso a sombra surgia naturalmente. Pintar de branco a luz em um papel cinza em vez de pintar a sombra preta num papel branco...
Até ontem eu não tinha me tocado, mas essa mudança de processo, que deu uma evoluída gigantesca no meu trabalho, foi a mesma coisa que descobrir que uma criança nunca está perdida, quem se perde são os pais.
E, veja, eu achava que só poderia desenhar em folha branca. Porque eu achava isso?
Pelo mesmo motivo de que acreditamos que uma criança perdida, chora. As vezes nos esquecemos de procurar uma outra solução.
RAUL TABAJARA - Ilustrador
Há 20 anos nascia o Curso de Propaganda e Marketing (PMK) na UNIP, e durante este tempo, o curso capacitou muitos profissionais que hoje ocupam com sucesso,cargos de grande importância estratégica no mercado. Devido ao crescimento do curso e sua importância no ambiente acadêmico, surgiu um evento para comemorá-lo, batizado de PROMARK – Semana de Propaganda e Marketing da UNIP.
Hoje, este Evento é uma tradição que todos os anos o Curso de PMK, promove no mês de maio. Ele é organizado pelos próprios alunos, para porem prática o conteúdo teórico aplicado em sala de aula, e participam deste evento, todos os alunos de todos os semestres de PMK, seus Professores e muitos convidados. Seja bem Vindo!
Hoje, este Evento é uma tradição que todos os anos o Curso de PMK, promove no mês de maio. Ele é organizado pelos próprios alunos, para porem prática o conteúdo teórico aplicado em sala de aula, e participam deste evento, todos os alunos de todos os semestres de PMK, seus Professores e muitos convidados. Seja bem Vindo!
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